Centro de Vigilância Sanitária

Curso Básico de Controle de Infecção Hospitalar 



Apresentação

   Até a década de 80, os resíduos considerados perigosos incluíam aqueles provenientes de hospitais. A denominação "lixo hospitalar" tornou-se comumente utilizada, mesmo quando os resíduos não eram gerados em unidades hospitalares.

   Atualmente, esse termo foi substituído por resíduos sólidos de serviços de saúde, que engloba os resíduos produzidos por todos os tipos de estabelecimentos prestadores de serviços de saúde - hospitais, ambulatórios, consultórios médicos e odontológicos, laboratórios farmácias, clínicas veterinárias, entre outros.

   Mais do que mera adequação de termos, essa mudança reflete uma nova postura frente a questão da geração e manejo dos resíduos sólidos em geral, e dos resíduos de serviços de saúde em particular.

   Com efeito, a Resolução CONAMA N0 5/93 representou um marco nesse assunto, classificando os resíduos de serviços de saúde segundo o risco e atribuindo aos vários agentes envolvidos - geradores, autoridades sanitárias e ambiental - claras responsabilidades frente ao gerenciamento desses resíduos. Nessa mesma direção a Resolução Conjunta SS/SMA/SJDC 1/98 estabelece o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) a ser elaborado pelos estabelecimentos prestadores de serviços de saúde e aprovado pela Secretaria de Estado da Saúde (SS), através da Vigilância Sanitária, Secretaria do Meio Ambiente (SMA), através da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB) e Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania (SJCD), através do Instituto de Pesos e Medidas (IPEM).

   O objetivo desta publicação é subsidiar os responsáveis pela elaboração e aprovação do PGRSS com Leis e Normas Técnicas sobre resíduos sólidos, Assim, as leis federais e estaduais diretamente relacionados ao tema foram transcritas na integra. Aquelas que fazem citações sobre resíduos sólidos tiveram apenas esses artigos transcritos. As normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) estão listadas por assunto, número NBR e título.

   Desta forma, o Centro de Vigilância Sanitária, através da Divisão Técnica de Ações sobre o Meio Ambiente, e a CETESB esperam contribuir para a melhoria da qualidade do gerenciamento de resíduos de serviços de saúde no Estado de São Paulo e, consequentemente, dos padrões de saúde da população..
 

Mário Covas
Governador do Estado de São Paulo

José da Silva Guedes
Secretario de Estado da Saúde

Luiz Jacintho da Silva
Coordenador dos Institutos de Pesquisa

Marisa Lima Carvalho
Diretor Técnico do Centro de Vigilância Sanitária

Luiz Antônio Dias Quitério
Diretor Técnico da Divisão de Ações Sobre o Meio Ambiente

Roseane Maria Garcia Lopes de Souza
Diretor do Grupo Técnico de Saneamento

Elaboração:

Josué Paulo Martins Villari - Engenheiro civil
Centro de Vigilância Sanitária - Divisão de Ações sobre o Meio Ambiente

Roseane Maria Garcia Lopes de Souza - Engenheira sanitarista Centro de Vigilância Sanitária - Divisão de Ações sobre o Meio Ambiente

Sônia Regina Q. Zanotti - Arquiteto
Centro de Vigilância Sanitária - Divisão de Ações sobre o Meio Ambiente

Roberto Noda - Engenheiro Químico
CETESB - Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental
 

Índice Geral


I. Legislações Federais

PORTARIA MINTER Nº  53 DE 0l DE MARÇO DE 1979
Estabelece normas aos projetos específicos de tratamento e disposição de resíduos sólidos.

ESOLUÇÃO CONAMA Nº 6 DE 19 DE SETEMBRO DE 1991
Desobriga a incineração ou qualquer outro tratamento de queima dos resíduos sólidos provenientes dos estabelecimentos de saúde, portos e aeroportos.

RESOLUÇÃO CONAMA N0 5 DE OS DE AGOSTO DE 1993
Dispõe sobre o plano de gerenciamento ,tratamento e destinação Imal de resíduos sólidos de serviços de saúde, portos, aeroportos, terminais rodoviários e ferroviários

PORTARIA Nº 1884, DE 11 DE NOVEMBRO DE 1994
Aprova as Normas para projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde

RESOLUÇÃO Nº 606, DE 24 DE MARÇO DE 1994
Conceitua e estabelece condições para o funcionamento de estabelecimentos médicos veterinários.

PORTARIA Nº 543, DE 29 DE OUTUBRO DE 1997
Aprova a relação de aparelhos, instrumentos e acessórios usados em medicina, odontologia e
atividades afms.
 

II. Legislações Estaduais

DECRETO Nº 8.468, DE 8 DE SETEMBRO DE 1976
Aprova o regulamento da lei n0 997, de 31 de maio de 1976, que dispõe sobre a prevenção e o controle da poluição do meio ambiente

RESOLUÇÃO SS-169 DE 19 DE JUNHO DE 1996
Aprova Normas técnicas que disciplina as exigências para o funcionamento de
estabelecimentos que realizam procedimentos médico-cirúrgicos ambulatoriais no âmbito do
Estado de São Paulo.

PORTARIA CONJUNTA SS/SMA/SJDC -1 DE 29 DE JUNHO DE 1998
Aprova as Diretrizes Básicas e Regulamento Técnico para apresentação e aprovação do
Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde.
 

III. Listagem de normas técnicas referentes a Resíduos de Serviços de Saúde



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