Farmacovigilância

O Centro de Vigilância Sanitária CVS/SP Publica Artigo na Revista European Journal of Clinical Pharmacology Alertando para uso não aprovado de Hormônio de Crescimento (Somatropina) para fins estéticos.

31/07/2018


  

Hormônios de Crescimento (rhGH) é um medicamento aprovado para comercialização no Brasil e indicado no tratamento do distúrbio de crescimento em crianças e adolescentes devido à secreção insuficiente do hormônio de crescimento ou associado à síndrome de Turner, com critérios clínicos bem definidos em bula.

O Núcleo de Farmacovigilância, que recebe as notificações de suspeitas de reações adversas de medicamentos por meio do Sistema Eletrônico Periweb, percebeu no processo de avaliação destas notificações, vários pacientes envolvidos que apresentaram reações adversas usando o medicamento para outras indicações que não as aprovadas em bula, como:

  • Redução do Nível de GH
  • Osteoporose
  • Usos estéticos incluindo “ganho de massa muscular”, “redução de peso”, “queima de gordura”, “obesidade”, “Rejuvenescimento”
  • Diabetes, reparação tecidual e combinação com outros produtos que levam a suspeita de uso estéticos
  • Sem informação do motivo do uso ou suspeita de desvio de qualidade.

Foi percebido também que 39,3% dos pacientes envolvidos na notificação (total de 1289 notificações recebidas), apresentavam idade superior a 20 anos ou não tinha idade informada na notificação, conforme tabela abaixo:

Tabela A – Distribuição das notificações de suspeita de reações adversas envolvendo o uso de Hormônio de Crescimento e notificados ao CVS/SP de acordo com idade e sexo.

 

 

Idade  (Anos)

Sexo

n (%)

Feminino

Masculino

Não informado

Não informado

91

92

51

234 (18.2)

01-19 Anos

360

411

11

782 (60.7)

20-50 Anos

100

121

2

223 (17.3)

>50 Anos

27

22

1

50 (3.9)

Total (%)

578 (44.8)

646 (50.1)

65 (5.0)

1289 (100)

 

Assim o Centro de Vigilância Sanitária CVS/SP alertas os profissionais de saúde e pacientes que o uso não aprovado de medicamentos (idade e indicação) não apresentam evidências clínicas de benefícios e podem acarretar prejuízo aos pacientes, conforme evidenciado neste estudo.

Acesse aqui  o artigo na íntegra.